O Caso Maia
Por José Bernardo
A tempestade estava armada sobre nossas cabeças e o penhasco do Demo, com suas línguas d’água escorregadias a um quilômetro de distância. Era imprescindível alcançarmos o penhasco antes que a chuva desabasse, caso contrário, as tais línguas d’água ficariam invisíveis com a pedra molhada, tornando impossível a travessia sob o risco de se descer deslizando pedra abaixo, chegando no destino (as ondas) todo fatiado pelas cracas, ostras e mariscos incrustados.
Em diversos momentos fomos atingidos por grossos e esparsos pingos d’água, a nuvem porém, em alta velocidade, ia se afastando na direção do mar, rumo à costa de Paraty. Assim, eu e Helena chegamos são e salvos na estonteante praia do Aventureiro.
Descolado o quartinho onde iríamos dormir confortavelmente, nos sentamos à uma mesa do Bar Bambuzal, bem em frente ao pitoresco coqueiro deitado e nos deliciamos da saborosa comida caiçara, acompanhada de uma farta porção de peixe frito. O dono desse bar, que também é pescador, nos contou uma história que, a princípio, pensamos se tratar de mais uma estória curiosa entre tantas que fazem parte do folclore da Ilha. Porém, dois dias depois na praia de Ubatubinha, um fato curioso nos deixou de sobreaviso e preocupados.
| O Velório | Trilha para Lopes Mendes | O Anjo da Guarda |
| Macaco Bugio | A Tempestade | O Caso Maia |
| Estranha no Ninho | O Barco do Bicudo | O Tesouro |