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Dois Rios

A praia de Dois Rios, chamada de Colônia, já foi muito conhecida pelo presídio Cândido Mendes, é caracterizada pela existência de dois rios em suas extremidades. Foi nesta praia que existiu o famoso presídio Cândido Mendes, de tantas e tantas histórias espetaculares. Este presídio costumava receber presos políticos, tendo como seus ilustres detentos: Graciliano Ramos (escreveu o livro “Memórias de um cárcere”, detalhando sua experiência neste presídio), Fernando Cabeira, Madame Satã (O terror da Lapa), Lúcio Flávio, Mariel Mariscot (conseguiu fugir em uma canoa) Niquissé, Luis Carlos Prestes (Líder comunista da década de 30), Escadinha (foi o autor da fuga mais espetacular deste presídio, utilizando um helicóptero) entre outros. Atualmente existe um campo de pesquisas marinhas da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Muitos dizem que o presídio ajudou na conservação da Ilha Grande, já que inibiu a atividade turística até 1993, quando foi desativado e demolido.

Hoje a vila de Dois Rios é deserta. Apenas as casas onde moram os antigos funcionários da colônia penal e um centro de estudos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), que mantém o local, persistiram ao tempo. O comércio é escasso, mas alguns moradores servem refeições para os turistas que passam o dia por lá. Uma boa dica é pegar a estrada que sai da vila do Abraão, caminhar cerca de 2 horas e, pouco antes de chegar a Dois Rios, seguir a trilha para Caxadaço, que dura mais 1h30. Depois de passar um bom tempo aproveitando a pequena praia, o turista pode voltar pela mesma trilha até Dois Rios e ficar por lá mais um bom tempo, almoçar em um dos restaurantes, conhecer as ruínas do presídio, os dois rios e, no final do dia, pegar a trilha de volta para o Abraão. Parece cansativo, mas vale a pena conhecer.

Fonte adaptada: Portal Terra www.terra.com.br

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